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Qual o Formato do Seu Nariz?

por Dra. Marcela Scarpa

Com o passar dos tempos, os povos mais importantes do mundo procuraram encontrar e entender as proporções presentes no universo. Eles buscavam uma razão pela qual o equilíbrio poderia ser obtido e, com isso, compreender aquilo que chamamos de belo.

Seja na natureza, nas formas das plantas ou em nossa percepção, a harmonia entre as medidas molda nossa concepção sobre a beleza. No caso da face, a combinação harmoniosa é ainda mais importante, pois se trata da região mais expressiva do nosso corpo, na qual movimentos e gestos são intrínsecos à nossa personalidade.

nariz é uma das principais estruturas dessa região e possui, além de sua importância fisiológica, papel na simetria e excelência do rosto. Por isso, a cirurgia de rinoplastia é tão importante, pois pode reparar características que interferem no funcionamento adequado do nariz ou na sua aparência.

Ao analisar a estrutura nasal, um especialista deve associar a harmonia e a simetria – elementos da beleza universal – aos fatores étnico-raciais do paciente.

Para sua melhor compreensão, falaremos sobre elementos estéticos de referência do nariz.

Com relação às suas partes anatômicas temos:

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Ao analisar o paciente de frente, observamos alguns pontos de referência:

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A – Radix ou Nasion, corresponde a junção da parte óssea nasal com a testa. Ele pode estar alto no nariz tipo “grego”, ou baixo no nariz “negroide”(veja abaixo).

B – Dorso nasal, a partir do radix até a ponta, sendo constituído por osso na parte superior e 2/3 por cartilagem, nas partes móveis. Do ponto A ao ponto C.

C – Rhinion é o ponto de transição da cartilagem com o osso no dorso nasal.

D – Ponta nasal corresponde ao final do nariz. É a estrutura mais projetada da face, também chamada de lóbulo nasal. É formada pela união das cartilagens alares.

E – Asa ou contorno narinário. Estende-se para os lados e confere a forma a narina.

F – Crista alar, parte mais lateral da base do nariz.

G – Columela é o segmento que separa as narinas e faz a conexão entre a ponta do nariz e ponto subnasal.

Ao verificar as proporções do nariz, são analisados primeiramente os Terços Faciais que dividem a face em regiões superior, médio e inferior (já falamos sobre isso anteriormente, relembre aqui).

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A parte superior estende-se da linha do cabelo até a glabela (região entre as sobrancelhas). A parte média compreende a região da glabela até o ponto subnasal (final do nariz). Já a parte inferior vai da região subnasal até o mento (final do queixo). O nariz ocupa o terço médio da face, entre os dois extremos.

Além dos Terços Faciais, ainda são analisados os Quintos Faciais. Para essa análise, a face é dividida verticalmente em cinco partes iguais, devendo o nariz encaixar-se ao meio, ocupando 1/5 da face.

Lembrando que esse pontos são apenas referências e, como a estética não é uma regra matemática e sim uma harmonia, algumas pessoas podem ter um nariz maior do que essas medidas e, ainda assim, serem consideradas bonitas.

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Com relação as linhas estéticas, observa-se o dorso nasal, ou seja, o contorno frontal do nariz. São linhas imaginárias que partem paralelas do supercílio e convergem suavemente até a ponta do nariz.

Essas linhas podem evidenciar possíveis assimetrias nasais. Sua medida considerada ideal é entre 8 – 10mm no homem, com um perfil discretamente convexo ou reto, e entre 6 – 8mm na mulher, com um perfil um pouco côncavo.

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Ao analisar o perfil, observa-se os ângulos nasofrontal e nasolabial.

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No perfil nasal podemos observar os valores considerados esteticamente ideais:

– o ângulo nasofrontal: de 120 e 130 graus para o homem e de 115 a 125 graus para mulher. Quando ocorre a variação inferior desses valores (menor que 110º), o nariz pode apresentar um aspecto curto. Já quando maior que 130º, o nariz pode adquirir uma característica alongada e maior.

– o ângulo nasolabial, os valores padronizados são: 90º a 95º para os homens, e de 100º a 115º para as mulheres. Narizes mais abertos que os ângulos mencionados podem aparentar-se excessivamente arrebitados, enquanto que os narizes com ângulos mais fechados ficam com um aspecto de ponta caída.

Pode-se também traçar uma tangente a uma linha do perfil, para se obter assim o ângulo de rotação da ponta. Para os homens, a rotação deve variar de 0 a 15 graus, enquanto que na mulher de 15 a 30 graus.

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Outro fator a ser observado é a projeção da ponta, ou seja, o quanto o nariz projeta-se da face. Esse item pode ser obtido partir do ângulo nasofacial ou pelo Método de Goode em que se observa a relação entre a linha A e B – do radix à ponta – como mostra a imagem. Outra maneira de realizar a medição da projeção é através da sua angulação (33,8º na foto), sendo em torno de 36no homem e 34na mulher.

2018 04 16 10 formato do seu nariz

Por fim, outro fator igualmente importante a ser observado é a visão da base nasal. Nela, o nariz idealmente deve ter uma forma triangular. As linhas em verde indicam as laterais da columela. A largura da base idealmente não deve ultrapassar a distância entre os olhos

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Tipos de Nariz

O tamanho e formato do nariz são definidos por diversos fatores como raça, tribo, condições climáticas e ambientais. Por isso, originalmente, aqueles indivíduos que viviam em climas mais secos e frios possuíam narizes mais estreitos e, aqueles que viviam em climas mais úmidos e quentes possuíam narizes mas largos. São consequências da seleção natural da evolução humana.

Para classificar os diferentes tipos de narizes encontrados, a Antropologia adota o Índice Nasal, que observa a relação entre comprimento e largura do nariz (IN=largura/comprimento x 100).

Com o índice realizado, temos a classificação:

  • Leptorrino: quando o índice nasal é menor que 60%. São narizes estreitos, altos, típicos de caucasianos. Possuem pele fina e ponta mais projetada.
  • Platirrino:  quando o índice nasal é maior que 80%. São narizes mestiços ou não-caucasianos, também chamados de Negróides. Possuem pouca estrutura óssea e cartilaginosa, com a ponta bulbosa (mais largas), asas maiores e pele grossa.
  • Mesorrino: quando o índice varia entre 60 e 80%, também apontado como nariz oriental.
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Casos mais comuns que incomodam os pacientes

Muitas variações podem ocorrer no formato de um nariz e, por isso, mesmo dentro de uma classificação, alguns indivíduos podem ter características que o diferenciem dos demais podendo causar incômodo.

As variações não traumáticas mais encontradas são:

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  •  Giba nasal: protuberância no dorso nasal.
  • Ponta alongada: ponta geralmente caída, devido a maior projeção.
  • Ponta tensionada: conhecida como “nariz de tucano”. Ocorre quando a o dorso é mais alto do que as cartilagens da ponta.
  • Ponta arredondada ou bulbosa: ou conhecida como ponta de “bolinha”. Pode ocorrer pelo afastamento do dômus alar, ou seja, afastamento das cartilagens que formam a ponta. Também pode ser causada por uma pele muito espessa.
  • Ponta super projetada: Nariz de “pinóquio”
  • Ponta sub-projetada: Nariz curto

*Laterorrinia ou rinoescoliose (nariz torto) pode ser de origem congênita (desde o nascimento) ou traumática.

A Rinoplastia é uma das cirurgias mais delicadas. Por esse motivo, é importante contar com um profissional devidamente capacitado, que se atenha às particularidades do caso e considere todas as variáveis possíveis para atingir o melhor resultado, tanto estético quanto funcional.

Tem por objetivo, antes de seguir qualquer regra exata, melhorar a definição de seus elementos, respeitando os padrões étnicos-raciais do paciente.

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