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08/03 Dia Internacional da Mulher – Mulheres Incríveis na Medicina

08/03 Dia Internacional da Mulher – Mulheres Incríveis Na Medicina

por Dra. Marcela Scarpa

A contribuição feminina no mundo científico já conta com 11 prêmios Nobel de Medicina concedidos à honrar o conhecimento e técnicas dessas brilhantes mulheres. Mesmo pouco, se comparado ao total de 107 prêmios distribuídos na mesma área ao longo dos anos, simbolizam o avanço feminino evidente em todos os setores.

Médicas como Rita Lobato Velho Lopes de 1887 e Ermelinda Lopes de Vasconcelos de 1888 representaram o começo da medicina exercida por mulheres no Brasil. Se formaram numa época em que as aulas eram ministradas à elas em locais separados dos demais alunos.

Mulheres fortes e persistentes, como o caso da médica russa Alla Illyinichna Levushkina, que esta há 67 anos na profissão. Cirurgiã no Hospital Municipal de Ryazan, próximo de Moscou, a médica de 89 anos realiza, em média, 4 cirurgias diariamente e se orgulha em relatar que não houve mortes durante suas cirurgias ou pós operatórios, em todos os 10 mil casos em que trabalhou.

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cientista brasileira Celina Turchi é hoje uma das profissionais mais admiradas do meio científico e foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela prestigiada revista norte americana Forbes.

Também na lista dos 10 cientistas mais importantes do mundo, pela revista científica Nature em 2016, Celina mostrou a importância do desenvolvimento científico para um país.

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Com seu estudo de caso ainda inédito no mundo, Celina confirmou que o vírus Zika induzia alterações no sistema nervoso de bebês em desenvolvimento. Graças à sua pesquisa, muitas ações preventivas foram tomadas para evitar que a população gestante se infectasse.

Em fevereiro deste ano, Celina Turchi também foi a vencedora da 17º  Edição do Prêmio Péter Murányi – 2018, conforme divulgou a Fundação Oswaldo Cruz – PE, por seu trabalho durante a epidemia que assustou o país.

Na Cirurgia Plástica os avanços também são exponencialmente crescentes. É cada vez mais presente a figura feminina nesse meio, evidenciado pelas palestrantes e lideranças femininas em eventos como as conferências e reuniões da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica.

No Centro Cirúrgico as mulheres ainda são minoria, mas exercem suas funções com excelência, melhor até que os seus colegas de profissão.

Foi o que mostrou uma pesquisa realizada no Canadá, pela Universidade de Toronto e publicada na revista científica British Medical Journal em Outubro de 2017.

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Para o estudo, foram considerados 104.630 casos e 3.314 cirurgiões, entre eles 774 mulheres. Variáveis como sexo e idade dos pacientes também foram analisadas. Para os especialistas foram considerados fatores como experiência e a quantidade de cirurgias já realizadas na carreira.

Segundo os dados, foi possível identificar que pacientes operados por cirurgiãs mulheres apresentam 12% menos risco de morrer no período entre procedimento e os 30 primeiros dias do pós-cirúrgico, quando comparados àqueles operados por cirurgiões homens.

“A prática cirúrgica adequada depende de conhecimento, capacidade de comunicação, julgamento e técnica, habilidades que diferem os cirurgiões de outros especialistas” – segundo o Dr. Satkunasivam.

Para ele: “Homens e mulheres praticam medicina de maneira diferente, mas existem ainda poucas pesquisas sobre o estilo de aprendizagem, a adequação de habilidades e os resultados de cirurgiões homens e mulheres”, conclui.

No Brasil, apenas 20% dos especialistas no país são mulheres, é o que contabiliza o Colégio Brasileiro de Cirurgiões. No diretório nacional da instituição, 19 dos 21 integrantes são do sexo masculino. Segundo a presidente da Comissão de Residência Médica e secretária-geral do CBC, Elizabeth Santos: “Houve um tempo em que não tinha mulher alguma”, pondera. “Já foi pior”.

Além dos cargos descritos, a médica é cirurgiã-geral no hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e conta com mais duas mulheres no staff cirúrgico do hospital de uma equipe de 30 profissionais. Desde seu início na instituição em 1980, ela destaca que só passou a ter colegas mulheres na equipe a partir do ano passado.

De acordo com a especialista, não existe ainda no Brasil um estudo semelhante ao da Universidade de Toronto, mas arrisca em dizer: “As mulheres são mais focadas, menos sujeitas à distrações quando se empenham em uma tarefa. Mas isso é meramente uma questão de opinião”ela acredita.

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